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Check-up antes e depois da viagem
Antes
Os motoristas devem adotar precauções para ter uma viagem segura e confortável. A primeira providência é fazer uma vistoria geral no veículo: conferir o nível do óleo, da água da bateria, a parte elétrica, a calibragem dos pneus, os itens obrigatórios de segurança, a validade do extintor de incêndio e se o veículo está equipado com macaco, triângulo e chave de roda.
A cada 500 km rodados aconselha-se a verificar o nível do óleo do motor, através da vareta de controle. Para melhor aferição o carro deve estar em locais planos e com o motor quente.O cinto de segurança não pode ficar sobre o pescoço. A parte superior do encosto de cabeça deve ficar na altura dos olhos do ocupante do banco para ser protegido contra lesões na coluna cervical e no pescoço. O pisca-alerta deve ser ligado somente quando o veículo estiver parado em condições de emergência.
Chuva
Se o carro deslizar sobre uma lâmina de água (aquaplanar) o motorista não deve, em hipótese alguma frear, nem pisar na embreagem. Deve soltar o acelerador e deixar o atrito com a água reduzir a velocidade até que as rodas tenham contato com o piso. É importante anunciar, por meio de luzes e setas, a intenção de realizar a ultrapassagem, que nunca deve ser feita pela pista da direita, em trevos, lombadas, curvas e passagens de nível, ou onde a faixa que divide as pistas seja contínua.
Crianças
As crianças devem ficar sempre no banco traseiro. As com idade de até 4 anos devem ser transportadas em cadeiras especiais, com cintos próprios. Dos quatro aos 10 anos é recomendado transportá-las sobre uma almofada para o cinto não encostar no pescoço. Bebês, mesmo recém-nascidos, não devem viajar no colo da mãe, pois em caso de colisão a criança pode ser usada como amortecedor no impacto com o painel ou banco da frente. O ideal é transportá-las em cadeirinhas fixadas de costas do sentido do carro.
Saúde
O motorista também precisa estar descansado e com a saúde em dia. O cansaço e a fadiga diminuem os reflexos e aumentam a probabilidade de acidentes. O gerente de Serviços Médicos da Volkswagen, Murilo Alves Moreira, recomenda que o motorista não beba e nem tome qualquer medicamento antes de viajar. É importante, também, usar roupas adequadas às condições climáticas.
Socorro
Em caso de acidente, o motorista deve primeiro certificar-se de que está seguro para, só então, prestar socorro às vitimas. O local deve ser sinalizado com triângulo ou vegetação. Os primeiros minutos em seguida de um acidente podem ser determinantes no destino das vitimas. É importante agir rápido, prestando os primeiros socorros que estiverem ao alcance. Um atendimento de emergência mal feito pode comprometer ainda mais os acidentados. O ideal é manter a calma, não movimentar a vitima e acionar a equipe de resgate, informando com precisão o local do acidente.
Depois
Muito se fala sobre os preparativos para as férias. Fazer a revisão do carro, checar a documentação do veículo e dos ocupantes e conhecer as condições das estradas são cuidados que tornam a viagem mais tranqüila, diminuindo o risco de surpresas desagradáveis. Mas as férias acabaram e tudo começa a voltar à rotina. Foi pensando em esclarecer as dúvidas de quem viajou de carro ou de quem deixou o automóvel na garagem parado por muito tempo que os técnicos de pós-vendas da Citroën criaram um pequeno roteiro de proteção ao veículo, garantindo segurança e economia ao motorista.
Lavagem
Para manter a carroceria brilhante e garantir a boa conservação da pintura, após a ação prolongada de poeira ou areia, a lavagem freqüente do carro é imprescindível, devendo ser feita semanalmente ou, no máximo, a cada quinze dias. Excrementos de pássaros e animais domésticos, secreções de insetos e resinas de árvores devem ser removidos o mais rapidamente possível, principalmente nos dias quentes. Temperaturas elevadas potencializam a ação de agentes agressores. Todavia, não basta apenas lavar o carro. É preciso evitar o uso de produtos errados.
O famoso óleo de mamona e assemelhados devem ser descartados, pois agridem os componentes de borracha do veículo. Após o uso de xampus ou quando a água não devolver mais o brilho da carroceria, o veículo deverá ser polido. Manchas de piche na carroceria devem ser retiradas com a utilização de um produto específico. Para melhorar a visibilidade, além dos vidros, as palhetas dos limpadores também devem ser limpas com a ajuda de um pano macio. Produtos como silicone ou combustíveis não devem ser empregados em hipótese alguma, sendo recomendável, ainda, a substituição das palhetas a cada seis meses.
Revestimentos Internos
As partes plásticas internas, como painel e molduras, devem ser limpas com um pano levemente umedecido antes da aplicação do produto específico de limpeza. No caso de bancos e carpetes, é aconselhável remover os resíduos maiores com o auxílio de uma escova. Em seguida, deve-se aspirar o pó antes de retirar as manchas com água e sabão neutro, sendo desaconselhado o uso de solventes à base de acetona, soda ou álcool, tanto no caso de tecidos quanto em revestimentos em couro. Estes produtos ressecam e danificam os materiais das forrações.
Caso o estofamento esteja muito sujo e seja necessário recorrer a empresas especializadas, que realizam a chamada "higienização", é recomendável procurar informações com parentes ou amigos que já tenham utilizado tais serviços. No caso de revestimentos internos há produtos para limpeza de tecidos de couro e um renovador perfumado para plásticos internos. "Pessoas sem capacitação técnica que se aventuram a prestar este tipo de serviço podem, na verdade, danificar permanentemente os revestimentos internos do veículo" afirma Paulo Zasciurinskis, inspetor de rede da Citroën.
Lavagem do Motor
Motor e suspensão só devem ser lavados quando isso for extremamente necessário, como no caso de grande exposição a lama, terra ou poeira. Nessas situações, deve-se usar querosene diluído em água e uma esponja macia. O uso de jatos de água sob pressão, em veículos de passeio, deve ser terminantemente descartado, pois pode causar danos a componentes protegidos de agentes externos e que utilizam lubrificação permanente. As máquinas que produzem jato de água sob pressão só devem ser utilizadas em caminhonetes, que possuem feixes de mola e diferencial, sendo recomendado, contudo, a posterior lubrificação desses componentes.
Um ponto importante a ser considerado é o alto índice de eletrônica embarcada nos automóveis modernos. Um jato de água muito potente pode danificar componentes elétricos e sensores. "A lavagem do motor só deve ser realizada como alternativa extrema, tomando-se muito cuidado para não apontar o jato de água diretamente para o motor ou para os elementos da suspensão", explica Seth de Silvas, também inspetor de Rede da Citroën. O inspetor Zasciurinskis chama a atenção para os pólos da bateria, que podem ser protegidos com vaselina para evitar a oxidação na ligação dos terminais do chicote elétrico, fenômeno popularmente chamado de "zinabre".
Freios
O sistema de freios é selado. O reservatório de fluído de freio, fabricado em material plástico transparente, permite a visualização do nível do líquido, que deve ficar entre as marcas "mínimo" e "máximo", sem a remoção da tampa, único ponto de acesso ao sistema. O desgaste de pastilhas e lonas pode resultar numa baixa gradativa do nível do fluído de freio. Caso isso aconteça, o veículo deve ser encaminhado, imediatamente, a uma concessionária autorizada para verificação geral, devendo ser evitado o hábito de "completar" o nível do líquido.
Este é um procedimento que, além de mascarar a perda de eficiência das peças de atrito dos freios, pode danificar o compartimento do motor. Isso porque na substituição de pastilhas e lonas, os pistões dos cilindros de freio retornarão à sua posição normal de funcionamento, fazendo com que o excesso do produto, que é altamente corrosivo, possa ser jogado para fora do reservatório. Desvios de trajetória, ruídos estranhos e aumento de espaços para parar, durante as frenagens, também indicam a necessidade de se fazer uma revisão no sistema.
Deve-se seguir estritamente as orientações que constam no manual do proprietário. Não é aconselhável efetuar troca e/ou manutenção seguindo apenas as orientações dos fabricantes ou fornecedores dos fluídos, uma vez que a recomendação pode variar de modelo para modelo. Em caso de dúvida, é recomendável procurar um concessionário da marca ou entrar em contato com o serviço de atendimento ao cliente do fabricante do veículo. Não se deve permitir que pessoal não qualificado, como frentistas de postos de gasolina, por exemplo, façam intervenções no veículo.
Ar-condicionado
Considerando que o sistema esteja operando conforme as especificações da montadora, a ação contínua de poeira ou areia não comprometem o funcionamento dos componentes, uma vez que trata-se de um sistema completamente selado. Se o veículo tiver filtros especiais, deverão ser inspecionados segundo orientação do fabricante do veículo. Entretanto, segundo Michel Bernardet, diretor de Pós Vendas da Citroën do Brasil, deve-se acionar o sistema de ar-condicionado pelo menos uma vez por mês, no mínimo, 15 minutos para evitar o ressecamento de mangueiras e buchas, de forma a garantir o bom funcionamento do equipamento.
Carro Parado
Existem algumas recomendações sobre os cuidados que devem ser tomados caso o veículo fique parado por muito tempo, situação comum quando se viaja de férias ao exterior, por exemplo. Bernardet enumera, neste caso, algumas dicas que devem ser consideradas antes de se utilizar o carro. São elas: fazer inspeção visual do nível de todos os fluídos - óleo do motor, fluído dos sistema de freio e arrefecimento e fluído do sistema de direção hidráulica; verificar o estado e calibragem dos pneus; não acelerar ao dar a primeira partida, aguardando-se até que o motor atinja a temperatura ideal de trabalho; ao sair, impor uma rodagem suave, de início, observando-se o desempenho bem como ruídos estranhos. Na dúvida, deve-se consultar os concessionários autorizados.
Fonte: Guia do Motorista.
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