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LOGAN

Saiba um pouco mais sobre o compacto da Renault
que desembarca no Brasil em 2007



Ele está fazendo sucesso na Europa e cada vez mais ganha adeptos por unir em um único modelo três características que os europeus gostam, e nós também: motor, conforto e preço. Como se não bastasse seu sucesso no velho continente, o modelo Logan, da montadora romena Dacia, com chancela da Renault, tem chegada prevista ao Brasil para este ano. Aqui, estão previstas as versões hatch e sedã, além de uma perua, ao menos.

Saiba um pouco mais por que este veículo está fazendo tanto sucesso, já que no Brasil, ele promete bater de frente com carros como o sucesso de vendas Chevrolet Classic e o Celta Sedan, além de travar uma boa briga com os já conhecidos modelos hatches Uno e Celta.

Uma das coisas que os europeus mais gostam nos automóveis é o motor. O que faz mais sucesso dentre as opções são os modelos a diesel, devido, principalmente, à sua evolução tecnológica, que não emitem quase nenhum poluente e são extremamente silenciosos perto dos motores antigos. Infelizmente, em função de nossa legislação, o motor a diesel não chega ao Brasil. Em compensação, o Logan herdará os motores Hi-Flex, capazes de fazer as vezes do rendimento do motor de nossos hermanos ibéricos.

Sua construção foi baseada no Clio e na minivan Modus, já que suas plataformas são muito semelhantes (4,2 m de comprimento, 1,7 m de largura, 1,5 m de largura e 2,6 m entreeixos), assim, o Logan configura-se como um sedã relativamente espaçoso e confortável. Outro atributo positivo quanto a seu tamanho é o porta malas, de 510 l, maior até que o do Clio Sedan.

O ponto mais importante é unir todo esse espaço e motor à um preço acessível. O Logan faz isso. Seu preço sugerido para comercialização na Europa é de 10 mil euros (algo em torno de R$ 25.500), algo positivo caso chegue aqui a este valor, pois nenhum sedã nacional, atualmente, sai por menos de R$ 26.000, como é o caso do Classic. Mas são mercados e custos diferentes, o que inviabiliza uma transposição direta de valor.

Testado pela revista Autopista, do grupo Motorpress da Espanha, o Logan apresentou alguns pontos com pequenos ruídos de funcionamento. Ele é capaz de manter bom ritmo de dirigibilidade tanto em altas quanto em baixas velocidades, no entanto os ruídos externos começam a irritar depois de alguns quilômetros. O veículo ainda apresentou um problema em que o painel não parou de chacoalhar durante toda a viagem.

Mesmo assim, ele faz jus à fama de enfrentar qualquer parada. Sua grande distância em relação ao solo contribui, e muito, em terrenos acidentados, além de não fazer feio no asfalto.

A montadora assegura que o modelo percorre mais de 20 mil km sem precisar de manutenção, o que diminuiria o custo com revisões. Isso, claro, em condições de asfalto na Espanha, que devem ser um pouco melhores que as nossas. Basta saber se a Renault conseguirá esses mesmos números no surrado piso das estradas brasileiras.

A própria Dacia informa ser o Logan um modelo global, que venderia em qualquer parte do mundo, devido às suas características fortes e plenamente adaptáveis, principalmente no quesito preço final. Prato cheio para o Brasil e seu enorme potencial de mercado.



Fonte:
Marcel Gugoni
http://www.terra.com.br

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